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De pai para filha

11/10/2012 -

Por Christiane Alves

A engenheira de planejamento, Juliana Achcar de 23 anos, pratica o esporte desde os 10. Foi campeã paulista na Classe Laser, feminino, aos 16 anos, na Represa de Guarapiranga, zona sul de São Paulo. Para ela, o esporte desperta uma grande sensação de liberdade. Esse gosto pela vela ela herdou do pai, seu inspirador, instrutor e companheiro de velejadas. “Adoro velejar com ele”, conta. Em entrevista ao Estrela Náutica, Juliana Achcar fala um pouco de sua história de amor com a vela, sem esconder, no entanto, o sabor que encontra no desafio. “Um bom velejador deve saber aproveitar as forças da natureza.” Leia abaixo:

Estrela Náutica - Quando começou a treinar?
Juliana Achcar - Meu pai sempre teve veleiro e eu sempre o acompanhei nas regatas. Aos 13 anos a vontade de competir sozinha começou a falar mais alto e compramos o laser. – barco a vela de classe olímpica. A partir daí comecei a competir de laser 4.7. 

Estrela Náutica - Você competiu um tempo e depois parou, por quê? 
Achcar - Fui campeã paulista em 2005, aos 16 anos, na Represa de Guarapiranga, correndo de laser 4.7, feminino. Um ano depois, entrei na faculdade de Engenharia de Produção na FEI, os primeiros semestres foram bem puxados, e conciliar faculdade e os treinos na Represa de Guarapiranga foi ficando cada vez mais difícil, faltava tempo.

Estrela Náutica - Qual o papel desse esporte na sua vida? 
Achcar - Sempre tive uma relação muito próxima com o mar, com a água. Acho velejar um dos esportes mais livres, com muito contato com a natureza. Afinal, ela é o combustível: sem vento não se pode velejar. Sem contar que é um esporte de estratégia, que envolve números e raciocínio, coisas que eu adoro! 

Estrela Náutica - Pode contar os segredos da boa prática da vela? 
Achcar - A vela é um esporte que pode ser praticado em lagos, represas e no mar. Os ajustes, classe da embarcação e os tipos e tamanhos de vela variam de veleiro para veleiro. Porém, a essência do iatismo é a mesma: o objetivo é se locomover através da força que o vento faz na vela, seja no contra, seja no popa. Mas, não é tão simples assim, um bom velejador deve conhecer seu barco, saber conduzir o timão e regular as velas para aproveitar as forças da natureza da melhor forma possível para ganhar a regata.

Estrela Náutica - Além do barco, claro, que equipamentos são essenciais? 
Achcar - As principais partes de um veleiro são: leme, bolina (quilha), retranca, mastro, cabos e as velas. Os equipamentos podem variar de acordo com o tamanho da embarcação e a classe, mas os básicos são: biruta e bússola.

Estrela Náutica - Qual é a maior ameaça para os velejadores?
Achcar - Os principais riscos estão envolvidos com as forças da natureza, não podemos subestimá-la. Ventos fortes, ondas grandes e tempestades sempre me deixaram alerta enquanto eu velejava. Devemos agir com segurança e sempre usar o colete salva-vidas.

Estrela Náutica - Quem mais influenciou você no gosto pela vela?
Achcar - Com certeza meu pai tem uma grande influência, a vela é uma das grandes paixões dele e, como eu disse, desde pequena lá estava eu no veleiro com ele. E não era por obrigação, eu adorava e adoro a sensação de velejar, de fazer viagens de veleiro com ele. Fazíamos todo final de ano, saindo do Guarujá, em São Paulo, e indo até Angra dos Reis, no Rio.

Estrela Náutica - Você se interessa também por outros esportes?
Achcar - Sempre gostei muito de esportes, já joguei vôlei e futebol pelo colégio, pela faculdade e gostava muito de surfar. Mas sempre achei o iatismo um esporte especial: o contato com a natureza, a estratégia de competição e os desafios de aproveitar da melhor maneira o vento sempre me encantaram.

Estrela Náutica - Em algum momento, você sofreu preconceitos por ser mulher?
Achcar - Não, mas sentia falta de mais competidoras na Classe Laser, e acredito que isso deve se repetir nas demais classes. É com certeza um esporte com predominância masculina.

Estrela Náutica - Quais os seus planos para o futuro? Pretende voltar a competir?
Achcar - No momento, por falta de tempo, não penso em voltar a competir na Laser. Vou manter como hobby, mas pretendo competir nas regatas de oceano.


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