Instagram
Voltar

NOTÍCAS / COLUNAS / ENTREVISTAS

Anne Ortiz Prochaska Fonte: Estrela Náutica
  • Fonte: Estrela Náutica
  • Fonte: Estrela Náutica
  • Fonte: Estrela Náutica
  • Fonte: Estrela Náutica
  • Fonte: Estrela Náutica

MAIS COLUNAS

Anterior Próxima

Anne Prochaska, de olho no circuito mundial de wakesurf 2013

22/12/2012 -
É notória a harmonia e a alegria que existe entre os praticantes de wakesurf. Tido como familiar, o esporte une a todos, agrega amigos e traz muita diversão. Foi dessa forma que a estudante paulistana Anne Ortiz Prochaska, de apenas 15 anos, conheceu o esporte e se tornou um fenômeno do wakesurf brasileiro, fazendo manobras de um jeito muito particular.
Curiosa e admirada, a equipe Estrela Náutica foi até a cidade de Ibiúna no interior de São Paulo, onde ela pratica, conhecer um pouco mais sobre a menina-revelação. Leia a entrevista a seguir:  

Estrela Náutica – Quanto tempo você pratica wakesurf?
Anne Prochaska – Há aproximadamente um ano com grande frequência nos fins de semana.

Estrela Náutica – Como iniciou na modalidade?
Prochaska – Por volta dos meus 10 anos de idade, meu pai, Nico Prochaska, me ensinou a andar de wakeboard e eu adorei. Praticava bastante nos fins de semana. No começo desse ano, grandes amigos do meu pai, Flávio Castello Branco e André “PB”, nos introduziram no wakesurf. A princípio, não dei muita bola. Fiquei com medo porque achava que ficava muito perto do barco. Mas a esposa de André, Bia "PB", me fez mudar de idéia. Eu a vi praticando e pensei: “Se ela faz, eu também posso tentar.” Depois de algumas tentativas, consegui ficar em pé na prancha e, então, nunca mais quis parar! Considero essa mulher minha mentora e incentivadora. Surfamos muito juntas e aprendemos manobras novas o tempo todo uma com a outra. Ela é muito boa também. Hoje, fazemos um time muito bom de surfistas amigos. Um incentiva o outro o tempo inteiro. Todos são apaixonados pelo esporte.

Estrela Náutica – Como é praticado o esporte?
Prochaska – A base do esporte é o surfe, mas se engana quem pensa que é igual ou parecido. Este é praticado atrás de um barco, dentro do qual é colocado peso apenas de um lado para que uma onda infinita de um metro a um metro e meio seja formada. A prancha utilizada para a prática é menor que a de surfe. As manobras são inúmeras e o segredo é inovar. Seja criativo. Aprendo truques todas as semanas.

Estrela Náutica – A prática pode ser em dois tipos de prancha: de skimboard e de surfe tradicional. Qual delas você usa e qual a diferença na prática entre elas?
Prochaska – Eu uso uma prancha parecida com a de surfe tradicional, porém ela é um pouco menor. A diferença entre as práticas é que no surfe style, como o próprio nome diz, os truques são originários do surfe, como batidas, aéreos, 360°, entre outras manobras. Já no skim style, a prancha é mais solta, e os truques se assemelham com algumas manobras do skate em conjunto com as manobras tradicionais do surfe. 

Estrela Náutica – Onde pode ser praticado? 
Prochaska – Eu pratico na represa de Ibiúna, faça chuva ou faça sol. Mas acredito que em qualquer lugar de águas calmas e com um barco adequado que construa uma boa onda é possível surfar. O ideal seria usar um Ski Boat 22 pés, com motor de centro potente.

Estrela Náutica – Como é o seu treino?
Prochaska – Faço sessões de treinos de 45 minutos todos os finais de semana com meu barco, uma Masterboat Wakestar 21,5. Treino as manobras com meu pai e meus tios que ficam na minha cola. Faço por volta de quatro séries dessas por dia, além dos treinos de truque no gramado de minha casa de Ibiúna.

Estrela Náutica – Você ficou conhecida como “a pequena notável do Paranoá” quando sagrou-se campeã brasileira de wakesurf em 2012, em Brasília. Quais são seus planos para o futuro?
Prochaska – Hoje, eu sou amadora, porém, pretendo competir com as profissionais no Mundial de 2013. Agora, em dezembro de 2012, comecei um megatreino físico especialmente preparado pela Bio Ritmo Academia, que passou a me patrocinar e me preparar fisicamente para as etapas do Mundial de 2013. Estou derretendo de tanto malhar, mas estou amando esta nova fase da minha vida.

Estrela Náutica – O esporte é muito praticado por mulheres? Existe preconceito?
Prochaska – O esporte ainda não é muito conhecido, mas já existem mulheres praticando. No campeonato brasileiro, por exemplo, haviam dez mulheres. Eu acredito que não haja preconceito. Muito pelo contrário, os homens sempre nos incentivam a ir treinar com eles. Todos os fins de semana convidamos outras meninas para treinar conosco, sejam amigas de Ibiúna, sejam aquelas que conheço ao longo do circuito. Recentemente, convidei a Bruna Queiroz do Canal Off para treinar comigo.Vamos ver se ela vai encarar!

Estrela Náutica – Quais os perigos do esporte?
Prochaska – Como em qualquer esporte aquático, o uso de colete salva-vidas é obrigatório. É preciso também que o piloto seja experiente e esteja sempre atento a tudo. A corda na hora de levantar também deve ser uma preocupação, há a posição e forma correta de ser rebocado. Por fim, nós acreditamos que não se deve praticar com lanchas com motor de popa ou rabeta, por conta da proximidade da hélice. Acidentes graves podem ocorrer.

Estrela Náutica – Quais os equipamentos necessários para a prática?
Prochaska – Um barco com motor de centro, corda, colete, prancha e uma roupa de borracha no inverno ajuda bastante. Com estes equipamentos básicos em mãos, basta começar a treinar as várias manobras, como 360º, batidas, cuts, aéreos, trocas de bases, entre outras.


Pagamento

Pagseguro UOL

Desenvolvimento

Desenvolvido por BR Web Design

ESTRELA NÁUTICA - Todos os direitos reservados

No Estrela Náutica, você vende ou compra a sua embarcação e tem acesso a um universo de informação, com fotos e vídeos das mais belas imagens. A seção Guia de Empresas traz os nomes do mercado que fornecem serviços, acessórios e produtos. Em Notícias, você encontra tudo sobre o mercado e a indústria náutica. Já em Esportes Náuticos, aprecie as modalidades mais praticadas e seus campeonatos principais. Novidades e eventos do ramo estão em Fique por Dentro. Na seção Colunas, entrevistas com profissionais do setor e entusiastas, que expõem seus conhecimentos e compartilham dicas excelentes. E para os marinheiros, de primeira viagem ou mais experientes, vale a pena conferir o Manual do Navegante.

O portal também proporciona a experiência de conhecer locais incríveis para navegar pelo Brasil. Com apenas alguns cliques na seção Onde Navegar, você ganha mais intimidade com os melhores pontos turísticos do País e seus estabelecimentos de qualidade.