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Fotos: Fred Hoffmann Fonte: Nautica.com.br
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Regatas Preben Schmidt e Neptunus aconteceram no último fim de semana no Rio de Janeiro

18/12/2018 -
No último final de semana de Vela do Oceano na temporada, um tempo lindo e o sol de rachar desafiaram os competidores que caíram na água para as disputas da 23ª edição da Preben Schmidt, no Rio Yacht Club, em Niterói (RJ), e a 24ª edição da Neptunus, no Rio de Janeiro, com largada na Escola Naval e premiação no Iate Clube do Rio de Janeiro. Lars Grael, com duas medalhas de Bronze em Olimpíadas, brilhou e faturou títulos nas duas competições. Kiko Pelicano, medalhista olímpico com Lars, ganhou uma das categorias na Neptunus. André Mirsky e o caratinense Ricardo Tolentino levaram títulos em Niterói e no Rio de Janeiro. 

O grande destaque foi Lars Grael. Bronze nos Jogos de Seul, na Coreia do Sul, em 1988, e Atlanta, nos EUA, en 1996, ele superou o irmão Torben Grael usando o barco Marga, de 1933, na disputa da 23ª da Preben Schmidt, na categoria Clássicos. Torben, que vinha do título no ano anterior e tem duas Medalhas de Ouro em Olimpíadas, competiu com o Aileen, barco de 1912 de seu avô, Preben Schmidt, o homenageado da regata, barco medalha de prata na Olimpíada de Estocolmo em 1912. No domingo, na categoria Cruzeiro, a RGS, Lars voltou à Baía de Guanabara na 24ª edição da Neptunus, levando o troféu na categoria com o barco Tangará II, deixando o Xequemat, de César de Oliveira na segunda colocação com três minutos de vantagem. 

“Foi um final de semana muito agradável, muito feliz, a Preben homenageia a origem de nossa família e do nosso querido clube Rio Yacht Sailing e uma regata de confraternização com medalhistas olímpicos, campeões mundiais, velejadores de várias gerações e poder velejar no Marga de 1933 e ganhar a regata eu com Renata, Samuel e Daniel e hoje de novo com nosso Tangara II. O Torben compete direto conosco, às vezes um ganha, outro leva, é natural ter uma certa rivalidade com o Torben, ano passado foi a vez dele ganhar e esse ano a nossa vez”, comemorou Lars que comentou sobre a vitória na Neptunus. 

“A Neptunus é também uma homenagem ao Sérgio Mirsky, grande velejador, o filho dele o André Mirsky continuou essa tradição para homenagear aqueles que no passado fizeram a vela no Brasil acontecer. Foi uma regata de muita adversidade pois no princípio o vento estava bem forte na Baía de Guanabara, mas foi passar a ilha do Pai fora da Baía, o vento ficou muito fraco, os barcos andaram muito lentamente, foi preciso muita estratégia e paciência até passar por Copacabana e entrar de novo na Baía, chegava na Escola Naval. O Tangará II é um barco de Cruzeiro e dada a circunstância foi muito gratificante poder vencer essa regata”, disse Lars que encerrou seu ano disputando a classe Star onde foi vice-campeão Europeu, Sul-Americano, campeão Nacional, quatro na Bacardi Cup, em Miami, e nono lugar na Star Sailings Cup, nas Bahamas, finalizando a temporada entre os quatro melhores do mundo no ranking. 

Na Neptunus, Henrique Pelicano, o Kiko Pelicano, Bronze junto com Lars na classe Tornado em Atlanta 1996, faturou o título na classe IRC no barco Duma, do comandante Haakon Lorentzen, superando o barco Fita Azul da regata, o Sorsa III com o tempo de 3h27min41s contra 3h30min05s. “Regata importante pois foi a última do ano, no sábado teve a Preben, hoje a Neptunus, ótimo, vento que achamos que era forte, depois diminuiu, mas deu tudo certo. Final de semana muito bom, junta todo mundo da Vela, de vários lugares, pessoal de Florianópolis”, disse Kiko. “Velejei por muitos anos com o Lars na Tornado, hoje em dia gosto mais de Vela de Oceano, sempre gostei mais de regata mais longa, de Oceano, sempre aprendi com isso”, completou. 

André Mirsky, filho do homenageado Sérgio Mirsky, ficou com o segundo lugar com o barco Neptunus HP na categoria ORC ficando atrás do barco Lady Milla, mas levantou o título na Preben com o barco Sorsa. Ele saiu com o sentimento dividido, mas contente por realizar por mais uma temporada a homenagem a Sérgio Mirsky que detém o recorde de milhas navegadas somando 28 fitas Azuis. “Foi ótimo, queríamos ganhar neste domingo também onde vínhamos muito bem, mas na parte final ficou sem vento e daí o Lady Milla que vinha atrás nos passou e foi abrindo, fizeram uma regata perfeita e faltou um pouco de sorte pra gente. Ficou um gostinho esquisito. No sábado foi uma regata que encalhamos no começo, mas depois não tivemos erro nenhum, foi perfeito”, disse Mirsky que em seu barco contou com a parceria de Eduardo Penido, medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Moscou, na Rússia, em 1980. “A gente recebe o parabéns pela Neptunus logo cedo e isso não tem preço, minha mãe que nunca vem ao clube, veio hoje. É uma data perfeita com sol, calor, horário de verão e todos curtem, estamos bem felizes e buscando ainda melhorar para o próximo ano”. 

O barco campeão da ORC, o Lady Milla, viu o comandante catarinense Ricardo Tolentino ficar surpreso com o triunfo. “Demos um pouco de sorte, acertamos na primeira boía, depois na do fundo, no fim complicou um pouco, mas estávamos com boa vantagem. Velejar nesse paraíso é incrível, estamos muito felizes”, celebrou. 

Campeões Brasileiros e Estaduais definidos

A 24ª edição da Neptunus definiu os últimos barcos campeões Brasileiros através da Copa Brasil realizada pela ABVO, a Associação Brasileira de Veleiros do Oceano, e Estaduais. Na ORC o título nacional ficou com o barco do Espírito Santo, Bravíssimo e o título estadual com o Maestrale que chegou em sexto, mas ficou a frente do Santá Fé no ranking que chegou em quarto na regata. “A Neptunus é muito importante, o Maestrale foi o campeão de 2017 e soma três títulos, estatísticamente nunca conseguimos vencer dois anos seguidos. Esse ano largamos razoavelmente bem, fizemos negociação boa com as correntes, mas no fim faltou vento e os barcos que estavam mais a frente conseguiram conectar e abrir diferença maior e tivemos resultado abaixo da expectativa. Nosso concorrente o Santa Fé foi quarto e ficamos com o tetracampeonato estadual”, disse o comandante Adalberto Casaes. 

Outros campeões nacionais foram o Rudá, de Santos (SP), na IRC, e o título estadual ficou com o Esculacho do comandante Walcles Osório. Na RGS o título ficou com o Zeus, de Ubatuba/Ilhabela (SP) e o estadual com o Dorf de Roberto Schnarndorf. Nos Clássicos o troféu nacional ficou com o Madurgada e o estadual com o Cairu III. Na Mocra o troféu nacional ficou com o Aventureiro III. 

Campeonato Nacional de 2019 confirmado para Búzios (RJ)

Após a última etapa do ano da Copa Brasil, Adalberto Casaes, que também é comodoro da ABVO, confirmou Búzios (RJ) como sede do Campeonato Brasileiro de Vela do Oceano. A data ainda está a confirmar. “O Brasileiro está confirmado para Búzios, com data a confirmar, mas possivelmente em abril. Estamos fazendo um esforço fantástico com o apoio da BR Marinas e o Opportunity e vamos fazer um belíssimo Campeonato Brasileiro ABVO e tenho certeza que os velejadores vão ficar encantados com o local que é muito belo para se velejar além da Copa Brasil com várias etapas pelo país na temporada”.

Fonte: nautica.com.br

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