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Imagine Adriano de Souza competindo pelo Brasil Fonte: Kirstin/ASP
  • Duke recebendo a medalha de ouro em 1912 Fonte: Reprodução

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Olimpíadas Rio 2016: comitiva vai à Brasília pedir inclusão do surfe e ganha apoio do governo

17/04/2013 -

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo recebeu nesta quarta-feira (17), os idealizadores do movimento "SURF 2016". Na ocasião, foram apresentados todos os argumentos levantados para que o esporte passe a fazer parte da Rio 2016. O movimento já conta com apoios expressivos e, agora, espera agregar a força política. O objetivo é mobilizar a opinião pública brasileira e mundial em nome de incluir o surf nas Olimpíadas.

A comitiva foi a Brasília para convidar Rebelo a conhecer de perto o esporte que tem 35 milhões de praticantes distribuídos em mais de 100 países, movimenta R$ 9 bilhões de consumo só no Brasil e US$ 22 bilhões no mundo (dados de 2012).

Nomes representativos do segmento estiveram presentes na audiência: Romeu Andreatta (publisher da revista almasurf), Alessandra Berlinck (CEO Billabong), Rico de Souza (surfista e empresário), Marcus Bukão (dirigente e representante da ISA – International Surfing Association), Silvio Silvério (presidente da Federação Paulista de Surf), Rodrigo Resende (1º campeão Mundial de Ondas Grandes – I Tow-In World Cup, Jaws 2002), Adalvo Argolo (presidente da Confederação Brasileira de Surf), Chris Kypriotis (dirigente empresarial, articulista COB), e Tiago Lobo (um dos articulistas políticos do movimento).

Romeu Andreatta lançou a campanha em março do ano passado com a publicação de um dossiê que mostra porque o esporte merece estar nos Jogos do Rio e que os mesmos são a melhor oportunidade da história de incluir o surfe no maior evento esportivo do mundo. “A nossa expectativa com este encontro é sair com um pedido formal do ministro para o presidente do COI para incluir o surfe e seus derivados nos jogos olímpicos de 2016, no Rio de janeiro”, diz Andreatta.

Juntos, o surfe e os correlatos bodyboard, stand up paddle e kitesurf estão maiores do que muitos esportes já olímpicos. Eles envolvem mais de 50 milhões de praticantes no mundo e mais de um bilhão de seres humanos que se inspiram no estilo de vida que se criou ao redor destes esportes e respectivo comportamento. A cultura de praia mundial se alicerça neles e o Rio de Janeiro é, sem dúvida, a maior cidade de surfe do mundo”, completa o publisher da almasurf.

Um abaixo-assinado oficial que já conta com mais de 140 mil assinaturas defendendo a entrada do esporte nos Jogos do Rio também foi apresentado para o ministro que concedeu o seu apoio. “A reunião foi surpreendente. O ministro já se posicionou e disse que enviará uma carta para o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional) pedindo a apresentação do surfe no Rio. Quando uma modalidade ganha esse status de apresentação, entra no programa dos Jogos”, contou Andreatta após a reunião e que há mais de dois anos busca apoio para a inclusão da modalidade nas Olimpíadas.

A esperança do grupo é de que, com o apoio do Governo Federal, o COI aceite o pedido para a realização de um evento de apresentação do surfe em 2016. Símbolo da modalidade no país, Rico de Souza participou da reunião com Aldo Rebelo, que recebeu uma prancha de surfe de presente, e saiu do encontro bastante empolgado com a possibilidade de ver o surfe nos Jogos do Rio. “Isso vai ser o auge, o ápice. Quando um esporte participa das Olimpíadas, ganha uma visibilidade espetacular. O tratamento ao surfista passa a ser diferente”, afirmou Rico.

A ISA (Associação Internacional de Surf) ainda não é integrante do Comitê Olímpico Internacional. No entanto, para Romeu Andreatta, a entidade já reúne condições de pleitear uma vaga na organização e brigar pela inclusão no programa oficial das Olimpíadas. “O primeiro passo é conseguirmos essa apresentação. Depois, será preciso construir uma estrutura desportiva exigida pelo COI, o que as nossas instituições estão prontas para atender. É um seguimento que já está em mais de cem países e pronto para isso. Vai ser muito charmoso a apresentação acontecer no Rio, com a atenção do Comitê e de dirigentes do mundo todo, para que possam se atentar e, quem sabe, em 2020 não possamos disputar medalha”, projetou Andreatta.

Adalvo Argolo, presidente da Confederação Brasileira de Surfe, foi outro que participou do encontro e defendeu o Rio de Janeiro como local ideal para a apresentação da modalidade. “É o momento perfeito. Cheguei a acreditar em um momento que aconteceria na Austrália, nas Olimpíadas de Sidney 2000. Infelizmente, ou felizmente, não foi lá e certamente vai ser aqui no Rio. Acho que já somos uma modalidade grande no mundo inteiro e, a entrada na família olímpica será um marco. Vamos mostrar não apenas o esporte, mas o surfe como estilo de vida, gerador de inclusão social, de emprego. Estamos em um caminho muito bom”, concluiu Adalvo Argolo.

O documento “Rio 2016: Surfe nas Olimpíadas”, que se transformou no movimento "SURF 2016" inspira-se no grande ídolo do esporte, o surfista havaiano Duke Kahanamoku, bicampeão olímpico de natação (Estocolmo 1912 e Antuérpia 1920). Duke ganhou luz por ter sido um fenômeno da natação e ter aproveitado todas as oportunidades para valorizar o surfe em suas aparições olímpicas, o que tornou o esporte conhecido mundialmente.

Redação: Estrela Náutica
Fonte:
Globo Esporte e Assessoria da Surf 2016

 


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