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NOTÍCAS / ESPORTES NÁUTICOS

Divulgação campeonato brasileiro Fonte: uol.com.br
  • Wake no fim de tarde Fonte: lattivitaaventura.blogspot.com
  • Bruno Klein na Represa do Guarapiranga Fonte: Arquivo Pessoal Bruno Klein

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Wakeboard - História

17/09/2012 -

Em meados de 1984, o surfista de San Diego, Tony Finn desenvolveu o Skurfer, um híbrido de esqui-aquático e prancha de surf. Este foi o  primeiro protótipo, ou seja, a primeira prancha desenvolvida com a hidrodinâmica para ser rebocada por um barco ao invés de ser impulsionada por uma onda. O protótipo possuía as mesmas características similares a  uma prancha de surf convencional, no entanto era menor, mais estreita e com o fundo do esqui slalom – côncavo –, além de grande flutuabilidade.

O intuito do skurfer era possibilitar a prática de manobras do surfe, tais como cavadas e batidas na marola produzida pelo barco. O estilo do skurfer aparentava uma mistura de esqui-aquático com snowboard e skateboard.

A dificuldade era se manter equilibrado na prancha, pois não haviam alças ou sapatas para prender os pés. Foi 1985 que as pranchas comercializadas ganharam alças (chamadas foottraps). Isto facilitou a prática do esporte e a realização de manobras aéreas, ficando desta forma ainda mais próximo do snowboard.

No Brasil, a cópia do skurfer em uma versão menor, fabricada em São Paulo, foi introduzida no mercado no ano de 1987 por Roberto Pereira Leite, o Betinho.

O equipamento agradou a muitos, principalmente ao lendário surfista de São Paulo, Paulinho “Toy”, que foi o primeiro e único campeão brasileiro de Skurfer, ao vencer o 1 º Festival Unidade de Skurfer realizado no Clube de Campo de São Paulo na Represa do Guarapiranga em abril de 1988. O campeonato era uma mistura de surf com esqui e consistia em completar a pista de slalom com a prancha de skurfer. A partir do skurfer nasceu o skiboarding.

A falta de motivação e tecnologia estavam atravancando o esporte. Apenas os skiboarders mais experientes ou muito fortes conseguiam levantar no skurfer, saindo de dentro da água. Os skurfers eram estreitos, flutuavam muito e requeriam muita energia para conseguir ficar em pé e deslizar na superfície da água. Apesar destes fatos terem limitado o crescimento do skiboarding, o cenário para um novo e excitante esporte estava montado.

A primeira prancha de wakeboard foi desenvolvida por um surfista havaiano chamado Erick Perez. Ele utilizou uma tecnologia amplamente conhecida na indústria do esqui aquático, a fibra moldada à compressão (compression-molded) ou fibra prensada, a qual possui uma flutuabilidade quase neutra. Esta nova tecnologia permitiu ao praticante afundar a prancha para sair com maior facilidade, além de realizar manobras mais altas e complexas. A inovação de Erick Perez batizada de Hyperlite impulsionou o crescimento massivo do que hoje é conhecido como wakeboard permitindo que pessoas de quatro a oitenta anos praticarem o esporte.

Logo após o lançamento da Hyperlite, diversos exemplares da mesma chegaram ao Brasil e logo a febre se popularizou. Entres os primeiros praticantes destacam-se o Betinho, Flavio Castello Branco e Luciano Balesteros.

Em pouco tempo, verificou-se uma grande quantidade de novos praticantes, e o wakeboard se firmou como um esporte próprio e forte, comparando ao mesmo fenômeno ocorrido com o Snowboard, nos esportes de inverno. As competições passaram a ser mais freqüentes e maiores, proporcionando a profissionalização dos melhores praticantes, e também impulsionando as fábricas de esquis-aquáticos e de materiais esportivos.

No Brasil, o grande berço do wakeboard foi a represa de Guarapiranga, onde grandes nomes do esporte, como o Betinho e o Pamio, treinavam.

Em 1995, juntamente com a ABEA (Associação Brasileira de Esqui Aquático, hoje CBEA), Luiz Felipe Pamio introduziu dentro de um campeonato de Esqui Aquático a modalidade Wakeboard. Foi a primeira competição de Wake no Brasil, realizada no Clube Náutico em Araraquara. O evento foi vencido pelo mesmo. Pamio estava há anos luz a frente os outros wakeboarders Brasileiros. Antes deste campeonato, o esporte sofria muita resistência por parte de alguns dos dirigentes da ABEA. No entanto, o presidente José Raul Vasconcelos já enxergava seu potencial e convidou Pamio para fazer uma demonstração de wakebord durante um campeonato da ABEA em 1994. A apresentação foi repetida mais duas vezes, uma novamente em 94 e outra em 95. Foi somente após estas três demonstrações, que a maioria dos dirigentes da ABEA foram forçados a reconhecer o sucesso do wakeboard.

No começo de 1997, Betinho resolveu organizar o primeiro evento unicamente de wakeboard no Brasil. Juntamente com Pamio e Flavio Castello Branco, o evento aconteceu no Clube de Campo de São Paulo no mês de Maio. A 1ª Copa Hi-Winds de Wakeboard foi um grande sucesso e demonstrou claramente que o Wakeboard tinha futuro com uma grande base de praticantes no Brasil.

As grandes potências do wakeboard Basileiro eram o estado de São Paulo e Rio Grande do Sul. São Paulo, com um grande número de wakeboarders especializados em invertidos (quando a prancha fica acima do wakeboarder ex. Mortais, raleys e cambalhotas) e o pessoal do Rio Grande do Sul focando principalmente no estilo, ganhando o famoso jargão "South Style".

No início de 1998, o Betinho e o Flavio fundaram a ABW, Associação Brasileira de Wakeboard. Organizaram o primeiro circuito nacional com 6 etapas pelo Brasil. No mesmo ano a primeira delegação Brasileira chefiada pelo Flavio foi representar o Brasil em um evento internacional, o Sul Americano em Punta Del Este, onde Luciano Fleck ficou em segundo na categoria Profissional e Marcos Botelho foi Campeão na Categoria Adulto I. Esse foi o ano que o wakeboard se firmou no Brasil como um esporte organizado e de um belo futuro. No final do ano, a ABW organizou na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, o 1º campeonato Latino Americano de Wakeboard. A Lagoa tornou-se desde então o local definitivo para eventos internacionais de Wakeboard realizados no Brasil. Foi o ano em que os Cariocas e os Brasilienses entraram definitivamente no circuito Brasileiro.

Em 1999, com a ABW com bases sólidas e estruturada, enviou a primeira delegação Brasileira composta por 5 wakeboarders para um campeonato mundial nos EUA. Nesta ocasião, o Betinho consagrou-se campeão Mundial na categoria Masters e o Marcelo Giardi, o Marreco, foi Vice-campeão na categoria Jr Mens, a mais concorrida depois da Profissional. Minas Gerais começou a aparecer no mapa do wake e uma das melhores etapas do circuito Brasileiro estava nascendo.

Também em 1999 foi rompido um dos últimos elos do wakeboard técnico em eventos com a alteração do formato de julgamento, saindo de uma ficha de manobras pré- estabelecidas para um julgamento totalmente subjetivo onde os wakeboarders tem toda a liberdade para fazerem as manobras que quiserem na ordem que quiserem. Esse novo formato permitiu que o estilo fosse o mais importante e não mais a dificuldade técnica da manobra, melhorando ainda mais o esporte.

No ano de 2000, obstáculos como rampas e corrimãos começaram a ser implantados nos campeonatos, aumentando cada vez mais as opções para os wakeboarders demonstrarem suas habilidades. Neste mesmo ano a WWA (World Wakeboard Association) se tornou realmente uma entidade mundial tendo o Brasil como um dos membros fundadores. O Flávio é um dos diretores da mesma. No mesmo tempo a IWSF (Federação Internacional de Esqui Aquático) formou o WWC (Conselho Mundial de Wake) para concorrer com a WWA.

Manaus começou a aparecer no mapa do wakeboard nacional e rapidamente se tornou a segunda maior potência do esporte somente atrás de São Paulo, devido às ótimas condições para a prática do esporte e o elevado número de praticantes locais.

Em 2000, Marreco mostrou sua grande superioridade no wakeboard nacional consagrando-se tri-campeão Brasileiro 98, 99 e 2000. Com sua grande potência nas manobras, alta técnica e adicionando muitas pegadas e estilos nas manobras, ele se transformou no primeiro grande nome do wakeboard nacional.

O ano de 2002, foi muito importante para o wakeboard nacional. Dois importantes campeonatos internacionais foram realizados no Rio de Janeiro. Em março, pela primeira vez na América Latina, o X-Games, etapa Latino Americana, aconteceu na Lagoa Rodrigo de Freitas. Rafael Kamogawa consagrou-se campeão, sendo o primeiro Latino Americano a representar o continente no X-Games mundial nos EUA. Esse evento foi amplamente divulgado pela grande mídia com cobertura total da rede Globo, ESPN e ESPN Brasil, o que tornou o esporte muito mais conhecido no país.

Ainda no mesmo ano, o Brasil conquistou expressivos títulos e desde então vem consagrando-se como uma potência na prática do esporte.


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