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NOTÍCAS / ESPORTES NÁUTICOS

  • Bruno e Dominique Legaignoux
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Kitesurf - História

16/09/2012 -

Há mais de dois mil anos, as pipas (em inglês, kites) são usadas para navegação de barcos e transporte de materiais pesados. Em 1826, em Bristol, na Inglaterra, George Peacock inventou uma estrutura em que as pipas puxavam carroças na velocidade de até 20 km/h. Essa invenção foi patenteada e seu criador ficou conhecido como o pai da tração a pipa. Infelizmente, por mais de 150 anos, a invenção não evoluiu, a não ser pela experiência do americano Samuel Franklin Cody (pioneiro da aviação), que navegou o Canal da Mancha puxado por uma pipa.

Viajando no tempo e geograficamente, em 1964 nos Estados Unidos, Domina Jalbert criou a primeira pipa inflada a ar. Alguns anos mais tarde, na década de 70, motivados pela criatividade e pelo amor ao esporte alguns americanos começaram a usar paraquedas e fazer melhor uso das pipas para impulsionar canoas, patins, patins no gelo, esquis e esquis aquáticos. Em 1977, o holandês Gijsbertus Panhuise patenteou um equipamento em que uma pessoa é puxada por um paraquedas em uma prancha e, um ano depois, o norte-americano Ian Day desenvolveu um barco movido a pipa que ultrapassou a velocidade de 40 km/h.

Na década de 80, quem chegou mais perto do kitesurf como o conhecemos atualmente foi o suíço Andréas Kuhn, que se erguia da água com uma prancha similar à de wakeboard, impulsionado por um equipamento de parapente de aproximadamente 25 m². Este feito foi filmado e transmitido por toda a Europa. Porém, havia um grande problema, ao cair na água o parapente não permitia uma nova decolagem.

Finalmente, em 1984, os irmãos navegadores, surfistas e windsurfistas franceses Bruno e Dominique Legaignoux tiveram uma grande sacada e inventaram a pipa inflável que, além de permitir ser reerguida sem ajuda de terceiros caso caísse na água, também retornaria em um ângulo de 10 graus contra o vento, ideal para seguidas decolagens. No ano seguinte, os irmãos patentearam o kite, mas o windsurfe estava no auge e nenhuma empresa quis arriscar-se a produzir a pipa. Somente dez anos depois, a pipa inflável começou a ser produzida e comercializada.

Campeão mundial de windsurfe, Robby Naish foi um dos responsáveis pela divulgação do esporte. Naish se apaixonou pelo esporte e hoje, além de velejar, é também um fabricante de kite. Inclusive, foi compeão mundial de kite na categoria slalom no primeiro torneio mundial, que foi realizado em Maui, no Havaí, em 1998. Lá, também houve competição nas modalidades de longa distância e wave. O americano Marcus Flahs Austin foi o campeão na classificação geral, com a pipa inflável. Cory Roeseler, com seu kiteski (uma das opções para navegar de kite na época), ficou em segundo. A windsurfista japonesa Tomoko Okazaki foi a campeã feminina usando a estrutura inflável. O brasileiro Maurício Abreu, com a mesma estrutura, terminou em sexto lugar.

Em 2000, o primeiro Circuito Mundial de Kitesurf foi criado e nomeado como Kiteboard Pro World Tour. O campeonato passou por Cabo Verde, República Dominicana, França e Rio de Janeiro. E foi na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que o francês Christopher Tasti e a neo-zelandesa Stephanie Gamble se consagraram como os primeiros campeões mundiais da categoria. Nessa etapa brasileira, venceram os franceses Franz Olry e Anne Laure Pegon.

No ano seguinte, o Rio encerrou mais uma vez o circuito. O esporte ganhou força e a Kiteboard World Association (KWA) e a Professional Kiteboard Riders Association foram criadas. O Brasil não ficou atrás e fez surgir, ligada à Confederação Brasileira de Vela e Motor, a Associação Brasileira de Kitesurf (ABK), que promoveu o 1º Desafio Brasileiro de Kitesurf na cidade de Araruama (RJ), vencido por Marcelo Cunha e Daniela Monteiro.


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