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NOTÍCAS / ESPORTES NÁUTICOS

  • Barra de controle
  • Kite
  • Prancha direcional Fonte: ecotrip-turismo.blogspot.com.br
  • Kite
  • Barra de controle
  • Trapézio
  • Colete
  • Prancha estilo wave e bidirecional
  • Alça para o pé
  • Equipamentos Fonte: openwinds.com.br

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Kitesurf - Equipamentos

16/09/2012 -

Interessou-se ou até mesmo se apaixonou pelo esporte? Realmente, é instigante pensar na possibilidade de velejar, saltar e voar apenas com alguns movimentos.

Para esse sonho acontecer, você precisará de instrução. Faça um curso, aprenda a velejar e, então, adquira o seu equipamento.
Mas, por hora, vamos às informações básicas sobre os equipamentos utilizados nesse maravilhoso esporte.

O kitesurf tem a pipa, a prancha e a barra de controle como equipamentos. Mas não para por aí, não podemos esquecer das linhas, cinto e alças que completam o conjunto e possibilitam a prática. Com a pipa presa à cintura, a pessoa se coloca em cima da prancha e, sobre a água, é impulsionada pelo vento que atinge a pipa. Controlando-a por meio da barra, é possível definir o trajeto e realizar saltos de tirar o fôlego.

Guarde estas informações:
- Bordo de ataque é a parte frontal do kite. Local onde fica o inflável principal e entra o fluxo de ar;
- Bordo de fuga é a parte traseira do kite, onde sai o fluxo de ar;
- Cabrestos são o conjunto de linhas que compõem a estrutura de conexão do tecido às linhas de voo e permitem a manobrabilidade do kite de 2 linhas e alguns de 5 linhas;
- Talas infláveis ajudam a dar forma ao perfil do kite e distribuem a tensão no tecido no sentido transversal;
- Bexigas são tubos de plástico que inflados dão rigidez à estrutura do kite (talas).

Agora, vamos aos equipamentos.

Pipa (kite)
– é feita com o mesmo material dos paraquedas. Em sua grande maioria, o formato é de asa em arco o que possibilita a redecolagem caso venha a cair na água. Os kites podem ter duas linhas (mais indicada para os iniciantes) ou quatro linhas. Aconselha-se a um iniciante o uso de um kite pequeno, com menos de 12 metros. Quanto mais forte o vento, menor deverá ser o kite. Os kites variam de 2 a 22 metros.

Kite inflável
– é o mais utilizado. Sua estrutura resume-se em uma superfície de tecido, talas infláveis (insufláveis), que proporcionam o perfil aerodinâmico estável, e um inflável principal que mantém o formato em arco, tornando o kite insubmersível e de fácil decolagem. Esse tipo tem bastante força, é estável e proporciona bons saltos. Além de manter o tempo de vôo (hangtime), é possível o uso em amplas faixas de vento (wind range).

Existem modelos de 4 e 5 linhas, que são subclassificados em:

Kite inflável “C”
– no mercado desde 2001, é conhecido pelo seu formato em “C”. Esse modelo é o preferido dos atletas nas competições. Sua faixa de aceleração e desaceleração é inferior aos novos shapes, desenvolvidos a partir de 2005.

Kite inflável “flat” ou “bow”
– introduzido no mercado em 2005 com sua forma mais parecida com uma unha, bascula com maior facilidade possibilitando o ampliar/diminuir de sua área vélica, o que por sua vez torna mais fácil aumentar ou reduzir a potência. Este modelo ganhou a preferência de uso no nível básico e intermediário. Um dos motivos é a fácil redecolagem em caso de queda.

Existe também no mercado uma forma híbrida entre o “C” e o “flat” que busca obter o melhor de ambos.

Kite foil – parecido com um parapente, esse modelo possui duas camadas de tecido e é dividido por várias células que se enchem de ar (pelo vento, através de válvulas frontais) e formam seu perfil. Possui um complexo sistema de cabresto, cujos cabos podem se enrolar em mãos inexperientes, além de uma boa tração. Alguns modelos são montados de forma rápida, porém dependendo do modelo pode demorar muito tempo para desinflar e guardar. Caso venha a ser mal regulado ou ocorra uma desregulagem no cabresto, o kite perde o perfil e torna o vôo desgostoso. Esse modelo é mais resistente que os infláveis.

Kite arch (híbrido) – É a mistura entre o inflável e o foil. Assim como o foil, ele tem duas camadas de tecido, mas não possui os infláveis. Usa o sistema de perfil de dupla superfície junto com o formato frontal do arco, o que elimina a necessidade das várias linhas em conjunto com o cabresto. Oferece maior facilidade de redecolar ao contrário (de baixo para cima), mas se enche com facilidade se ficar alguns minutos na água. Não possui a manobrabilidade e velocidade dos infláveis para explosão de saltos e vôo, porém, é estável e menos frágil.

Kite Framed – parecido com uma pipa de brinquedo, tem apenas uma camada de tecido e armação em fibra (geralmente de carbono). Traciona bem. Não é redecolável, podendo até afundar. As armações podem se quebrar ou gerar graves lesões com o impacto de quedas. É o mais barato do mercado.

Prancha – a escolha vai de acordo com o estilo do atleta. Existem pranchas semelhantes às de surfe e também às de wakeboard. As pranchas de surfe são mais fáceis e indicadas aos iniciantes, já as bidirecionais são indicadas para atletas mais experientes. Devido aos saltos frequentes, as pranchas são feitas de materiais mais resistentes.

Prancha direcional – muito parecida com a prancha de surfe. Seu acabamento pode ser em resina epóxi e miolo em bloco de isopor ou em resina poliéster e miolo em bloco de poliuretano. Possui duas ou três alças para os pés e quilhas iguais às de surfe. Em tamanho grande, possibilita o uso com ventos mais fracos, além disso, é ótima para surfar e saltar devido ao seu nariz e rabeta com quilhas. Já com ventos mais fortes, é mais difícil cravar a borda na água para orçar, sendo necessário o jibe.

Prancha bidirecional – tem a mesma opção de acabamento que a direcional. Geralmente, tem duas alças, mas pode ser usada com botas de wakeboard ou sandálias. Ambos os lados são iguais, ou seja, não possui frente ou traseira. Suas quilhas são menores do que as direcionais. É mais ágil na troca de direção. Em situações de ventos mais fortes, as maiores oferecem maior dificuldade para cravar a borda. Já em ventos fracos, são um pouco mais difíceis de orçar, mas o jibe não é necessário.

Prancha de wakeboard – é feita com um sanduíche de resina e fibra (vidro ou carbono), mas pode ser de madeira. As de fibra podem ter o miolo de espuma rígida, honeycomb ou de madeira balsa (mais atual). É uma prancha pequena com pouquíssima flutuação, quilhas pequenas, leves e resistentes. Sua aerodinâmica facilita giros e saltos. Contudo, por quase não flutuar, exige ventos mais fortes. Nessas condições são boas para orçar, pois cravam bem a borda na água. Em caso de ventos rajados e fracos, quando o kite cai na água, se o praticante estiver usando botas não poderá usar os pés para nadar. As botas também dificultam entrar na água sozinho e em lugares sem praia, com pedras e correnteza. Não são ideais para surfar ondas e não é preciso o uso do jibe.

Linhas – conectam o kite ao velejador. As linhas são divididas em três tipos: linha de vôo, que mede aproximadamente 30 metros e liga o kite à barra de controle; linha de freio, como o próprio nome diz, serve para frear; linha Kevlar, que apresenta alta resistência e elasticidade mínima para o controle e direcionamento do kite.

Barra de controle – com aproximadamente 90 cm de comprimento, é utilizada para o controle do kite — comando da direção e velocidade do velejo. Aconselha-se o uso de barra flutuante.

Cinto – também conhecido como trapézio, conecta o atleta ao kite e reduz o esforço na hora de manobrar. Alguns modelos proporcionam maior conforto durante a velejada.

Alças – prendem os pés do atleta à prancha. São feitas em tecido sintético e espuma, e são ajustadas com velcro. Permitem manobras em que há a retirada do pé da prancha durante o salto.

Sandálias – são semelhantes às alças, porém têm uma tira grossa de borracha para prender o calcanhar. Não permitem manobras em que se tira o pé da prancha durante o salto. Perigosamente, podem se soltar de um pé durante um salto, provocando torções no tornozelo do outro pé.

Botas – originárias do wakeboard, são feitas em fibra, espuma e plástico. Possuem fechos ajustáveis e são muito seguras para o tornozelo, mas são difíceis de calçar e, numa situação de emergência, de descalçar. Obviamente, não permitem manobras nas quais se retira o pé da prancha. São caras e, se o kite cair na água, o praticante não conseguirá usar os pés para nadar. 


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