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NOTÍCAS / ESPORTES NÁUTICOS

Osmar Gonçalves Fonte: http://surfinsantoss.blogspot.com.br
  • Osmar Gonçalves surfando em Santos Fonte: portalsaofrancisco.com.br
  • Escultura de Osmar Gonçalves Praia da Pompéia Fonte: Sergio Delmonico - Panoramio
  • A evolução das pranchas de surf Fonte: ligadosurf.com
  • Fonte: ligadosurf.com

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Surfe - História

17/09/2012 -

É possível que os antigos reis polinésios descessem ondas há séculos, mas a verdade é que a origem do surfe é desconhecida. Acredita-se que tudo começou lá, nas Ilhas Polinésias. Os povos que habitavam a região tinham o mar como trabalho e também como diversão. E, provavelmente, o surfe surgiu quando algum deles se divertia, há uns 1500 anos. Imagina-se que a prática se dava com um tronco, e não com uma prancha, e que também não tinha o nome de surfe, mas era evidentemente seu precursor. Mais tarde, esse mesmo povo chegou ao Havaí e levou consigo a brincadeira. Em 1778, ao descobrir o Havaí, é certo que o explorador e capitão inglês James Cook testemunhou os nativos pegando onda. Não demorou muito, os europeus foram para o Havaí levando consigo não só a vontade de surfar como também as doenças que acabaram por dizimar os habitantes das ilhas. 
Na verdade, o surfe era praticado pelos nativos não apenas socialmente, mas como parte de cerimônias religiosas e culturais. Por isso mesmo, em 1821, a prática foi considerada imoral pelos missionários europeus, que queriam impor sua fé. Alegavam que os havaianos levavam uma vida muito preguiçosa e precisavam trabalhar mais. De nada adiantou o esforço religioso e preconceituoso. O surfe resistiu e ainda ganhou o mundo.

Credita-se ao nadador havaiano, cinco vezes medalhista olímpico, Duke Kahanamoku (24/08/1890 – 22/01/1968) a popularização do surfe. Em 1912, ao ganhar a medalha de ouro de natação nas Olimpíadas em Estocolmo, na Suécia, ele chocou o mundo dos esportes ao afirmar que sua fonte de treinamento era o Heenalu Surf. Nos Estados Unidos, Duke foi apelidado de Homem-peixe e imediatamente converteu a Califórnia ao esporte. A Austrália, hoje a maior nação surfista do mundo, também foi iniciada por Duke, que ao visitar o país em 1915 fez inúmeras demonstrações. Duke morreu aos 75 anos de ataque cardíaco e ficou conhecido como o pai do surfe moderno.

No Brasil, as primeiras pranchas, então chamadas de tábuas havaianas, começaram a chegar ao País por intermédio de turistas. E foi um santista, Osmar Gonçalves (19/09/1922 a 30/04/1999), o primeiro a se aventurar na construção de uma. Em 1937, seu pai, um bem-sucedido exportador de café, trouxe dos Estados Unidos uma revista chamada Popular Mechanic. Nela, um artigo ensinava como fazer uma prancha. Osmar se juntou a dois amigos e fez uma prancha que pesava 80 kg e media mais de três metros de comprimento. E, com ela, surgiram os primeiros surfistas brasileiros.
Nos anos1940, durante a Segunda Guerra Mundial, o Rio de Janeiro serviu de base naval dos aliados. Os norte- americanos vieram preparados para a guerra mas também chegaram armados de pranchas de surfe, máscaras de mergulho e pés de pato, incrementando os esportes na praia. Na década seguinte, as praias cariocas já se enchiam de esportistas nos finais de semana. Surgiram, então, nomes como Paulo Preguiça, Luiz Bisão Vital , Arduino Colassanti, entre outros. Todos utilizavam pranchas de madeiras, apelidadas de portas de igreja. 
  
O esporte começava a despertar interesse no País, mas as primeiras pranchas de fibra de vidro, importadas da Califórnia (EUA), só chegaram aqui em 1964. Em 15 de junho de 1965, foi fundada a primeira entidade de surfe do País, a Federação Carioca. Ela organizou o primeiro campeonato em outubro do mesmo ano, mas o surfe só seria realmente conhecido como um esporte em 1988 pela Confederação Brasileira de Desportos.

Nos anos 1970, o que mandava no surfe era o estilo; o tubo era, e ainda é, considerado o momento máximo do surfe. Nos anos 1980, houve a explosão comercial do esporte. Na virada para a década de 1990, as pranchas se tornaram ainda mais leves, aumentando a velocidade dos surfistas, que passaram a realizar manobras inimagináveis e imprevisíveis, caracterizando a nova geração do surfe. Nos últimos anos, os longboarders começaram a ressurgir nas praias e, com eles, surfistas mais antigos, o que promoveu uma mistura de gerações. E, hoje, há uma verdadeira explosão de adeptos, de estilos e de manobras, sendo os surfistas brasileiros reconhecidos no cenário mundial do esporte.


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