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  • Davide Breviglieri, CEO da Azimut

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A maré alta dos usados

03/10/2013 -
Está estressado com o câmbio? Compre um barco. Usado, de preferência. Com a desvalorização natural de um seminovo aliada à valorização da moeda americana, os descontos podem chegar a 50% do valor entre embarcações de perfis semelhantes. Ou seja: se você tem o sonho de comprar o primeiro barco, a hora é esta. E se você já tem um e quer negociar por outro maior ou mais novo, ou simplesmente voltar para os prazeres da terra firme, a hora também é agora. Os fabricantes do setor estão atentos à ascensão do segmento de usados e investem em modelos de negócio para atrair novos e antigos clientes.

A italiana Ferretti, por exemplo, promove, nos dois últimos fins de semana deste mês, um feirão de barcos na Marina Astúrias, no Guarujá. Batizado de Stock Sale, o evento é promovido pelo showroom da empresa em São Paulo, a Tools & Toys, que oferece aos compradores e vendedores o serviço Yacht Broker. Criado em 2010, ele faz a intermediação do negócio entre o usado e o zero-quilômetro. Ao todo, estarão disponíveis 30 barcos com valores entre R$ 68 mil, o mais barato, um lancha de 26 pés, e R$ 5,6 milhões, um megaiate de 73 pés, que lidera o ranking de preços. “A variação do dólar fez aumentar a procura pelos usados”, disse Roberto Begliomini, diretor de vendas de seminovos da companhia italiana.

“As lanchas podem sair pela metade do preço.” No saldão da Ferretti, uma Pershing 55 pés, fabricada em 2007, sai por R$ 2,6 milhões. E ainda pode-se parcelar esse valor em 12 parcelas. Achou caro? Para efeito de comparação, uma novinha em folha não encosta o casco na água por menos de R$ 4 milhões. Em 2012, o Yacht Broker movimentou R$ 70 milhões em barcos de segundo dono, média de seis unidades vendidas ao mês. Para essa edição do Stock Sale, a expectativa da Ferretti é esvaziar a marina e arrecadar R$ 35 milhões. Com escritórios em quatro Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Bahia) e um em Miami, o serviço da empresa tem abocanhado fatia importante no balanço financeiro anual. E a chegada do verão anima ainda mais o executivo.

“O cliente brasileiro é imediatista”, diz Begliomini. “Quer comprar o barco hoje para usar já no próximo fim de semana.” Isso reforça o apelo dos usados. Uma vez vendidos na feira, eles passarão por uma criteriosa revisão de motor, casco e interior, ganharão seguro de um ano e serão entregues em 15 dias. Uma lancha nova, pedida sob encomenda, pode demorar até um ano para ficar pronta. Há também a questão da desvalorização do barco. No primeiro ano, são 10% a menos do que se pagou por ele. No segundo, outros 15% e, do terceiro ano em diante, menos 5% a cada 12 meses. O aquecimento do mercado de iates de segunda mão poderia afligir os revendedores de modelos zero-quilômetro, mas não.

Como os usados são dados como parte do pagamento por um novo, um ciclo virtuoso foi formado. “É bom para todo mundo”, afirma o CEO da Azimut no Brasil, Davide Breviglieri. Na avaliação dele, o momento reflete o amadurecimento do mercado náutico brasileiro. “Cerca de 80% dos iates novos que a Azimut vende aqui tem troca envolvida na negociação.” Antes supervalorizados, os barcos usados operam com preços mais realistas agora e os clientes estão mais exigentes quanto à garantia oferecida na hora de comprar um barco já rodado. O CEO lembrou que, no início do mês, o 6° Festival Náutico no Tedesco Marina, em Balneário Camboriu (SC), fechou R$ 45 milhões em negócios, boa parte desse montante graças aos usados. Mas Breviglieri garante que, após um período de oscilação no começo de 2013, o mercado de iates de luxo novos vem recuperando seu espaço.

“Eu tenho todo o meu verão vendido”, diz ele, referindo-se à entrega de 30 encomendas feitas até março do ano que vem. São modelos produzidos no estaleiro da fabricante italiana instalado em Itajaí, no litoral catarinense. Das oficinas da Azimut saem modelos de 43 a 70 pés, com preços entre R$ 2,5 milhões e R$ 11 milhões. Por serem nacionalizados, estes valores são 25% mais baixos que os cobrados pelos iates importados. O verão da Ferretti, segundo Beglio­mini, também promete bons resultados. Mas, em sua análise, tudo vai depender muito de seu principal agente de vendas: São Pedro. “Eu trabalho no escritório de olho na janela”, diz. “Se faz sol, sei que vou vender pelo menos um barco no fim de semana. Agora, se chove...”

Texto: Fabiano MAZZEI
Fonte: ISTOÉ Dinheiro
Redação: Estrela Náutica



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